Acesse
o site do Diretório
Nacional
Partido dos
Trabalhadores
01/09/2009
Anvisa quer "desmistificar" novas regras para farmácias
O deputado Arlindo Chinaglia, o
presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e
Drogarias, Sérgio Mena Barreto, o promotor Jairo Bisol e o diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, participam do debate Farmácia: Estabelecimento
de Saúde" alt="Brasília - O deputado Arlindo Chinaglia, o
presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e
Drogarias, Sérgio Mena Barreto, o promotor Jairo Bisol e o diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, participam do debate Farmácia:
Estabelecimento de Saúde
Brasília - O deputado Arlindo Chinaglia, o
presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e
Drogarias, Sérgio Mena Barreto, o promotor Jairo Bisol e o diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, participam do debate Farmácia:
Estabelecimento de Saúde
Brasília - O diretor-presidente da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvis), Dirceu Raposo, afirmou hoje (1º) que é preciso
"desmistificar" a tese de que as novas regras para o funcionamento de
farmácias e drogarias são autoritárias.
Durante o debate Farmácia:
Estabelecimento de Saúde, ele garantiu que as mudanças não aconteceram "do
dia para a noite" e que houve participação da sociedade na discussão.
Outra "falsa polêmica", segundo ele, é a respeito da norma que proíbe
que os medicamentos, mesmo os que não precisem de prescrição médica, fiquem ao
alcance do consumidor.
"O medicamento isento de
prescrição não é isento de dispensação farmacêutica mas qualquer cidadão pode
se dirigir à farmácia e pedir o remédio que for de sua preferência. O elo entre
o medicamento isento de prescrição e o uso adequado vem do profissional
farmacêutico, não tem outro para fazer isso", disse.
Para o promotor do Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Jairo Bisol, a resolução da
Anvisa deve ser "festejada" diante da tentativa de se construir um
estabelecimento farmacêutico como um estabelecimento de saúde.
"Evidentemente, não pode
haver liberdade na relação do usuário com o medicamento. Sabemos que há uma
cultura da automedicação que tem que ser combatida. É preciso que o medicamento
seja uma ferramenta dentro de um sistema para que se consiga chegar a um uso
racional dele, e não induzido por outros motivos."
Já o deputado Arlindo Chinaglia
(PT-SP) avaliou que, atualmente, nem todas a farmácias brasileiras cumprem o
papel de auxiliar os consumidores. "Nem todas elas têm
farmacêuticos", disse. Para ele, se alguém questiona o papel do
farmacêutico na dispensação do remédio, essa pessoa está negando o papel do
profissional e priorizando a lógica de que cada um é capaz de decidir por si.
"Sou médico e já passei por
condições de não poder decidir por mim. O que existe é um conflito de
interesses. 30% das intoxicações são decorrentes de automedicação. É razoável
que os medicamentos que mais causam intoxicação devam estar sobre a dispensação
do profissional. Esses têm que estar atrás do balcão."