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Nacional
Partido dos
Trabalhadores
21/09/2009
Chinaglia afirma que tramitação rápida não reduz debates sobre pré-sal
RIO - O deputado Arlindo
Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão da Câmara que vai analisar o projeto
de lei do novo marco regulatório para o pré-sal, garantiu que as matérias
estarão prontas para votação no plenário até 10 de novembro. Para o deputado, a
tramitação rápida não significará pouco debate e a melhor saída é que os
projetos de lei tramitem no Congresso antes da aproximação das eleições.
"Imaginar que um deputado ou
senador vota sem saber um assunto como esse é acreditar em Papai Noel. Frente
aos recursos envolvidos, frente à dimensão que isso tem para o país, é um falso
argumento dizer que não se conhece a matéria", afirmou Chinaglia, que
participou de seminário sobre os riscos e oportunidades do pré-sal, promovido
pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
"Insisto que esse tema
decide eleições no ano que vem. Se eu fosse da oposição, preferiria resolver
agora. Mas prefiro que se resolva não por motivos eleitorais, mas porque está
em discussão a atração de investimentos", acrescentou.
O deputado ressaltou ainda que
seria um "erro tático" discutir simultaneamente a mudança do marco
regulatório e a redistribuição de royalties e participações especiais e
garantiu que essa segunda mudança só deverá ser considerada depois que a
tramitação dos projetos de lei já estiver completa nas duas casas do Congresso.
Chinaglia minimizou ainda o risco
de que alguns pontos dos projetos de lei possam ser considerados
inconstitucionais. Na abertura do evento na Firjan, o presidente do Instituto
Brasileiro do Petróleo, João Carlos De Luca, ponderou que a contratação direta
de empresas para operarem campos no pré-sal pode ser considerada
inconstitucional.
"Não creio que o governo
teria se descuidado tanto a ponto de não pesquisar antes, de não consultar
assessores e advogados sobre a constitucionalidade", disse o deputado.